Cleptomania: o que há por trás do ato de furtar?

O que leva uma pessoa a ter o impulso de furtar objetos, quase sempre sem valor? Veja neste artigo como se comporta a cleptomania, quais são as suas causas e os tratamentos possíveis.

De uma forma ou de outra, todos já ouvimos falar da claptomania, chega numa cena de novela ou nas notícias da TV. A cleptomania é um transtorno do controle de impulso e da conduta, que possui como característica essencial a falha recorrente em resistir aos impulsos de furtar itens, mesmo que eles não sejam necessários para o seu uso pessoal ou em razão do seu valor monetário. Quem explica o quadro para a gente é a psicóloga Maitê Hammoud.

O cleptomaníaco experimenta uma sensação crescente de tensão antes do furto e, após realizá-lo, sente uma enorme sensação de prazer, gratificação ou alívio.

A fixação e satisfação está no ato de furtar: os objetos que são roubados possuem pouco valor para o indivíduo, que normalmente possui condições para pagar por eles. Com frequência, os oferece em doação ou os descarta. Apesar de não ser muito frequente, a pessoa também pode chegar a colecionar tais objetos ou devolvê-los disfarçadamente.

O ato é cometido sem planejamento ou sem levar em consideração as chances de serem surpreendidos por uma figura de autoridade. O furto é sentido de maneira prazerosa durante sua realização, nunca estando associado a sentimentos de raiva ou vingança. Embora exista essa sensação de satisfação, geralmente os cleptomaníacos têm consciência de que estão fazendo algo errado e sem sentido, e tentam conter os impulsos do ato de roubar, mas sem obter sucesso.

Os efeitos da cleptomania

Além das complicações legais, o transtorno gera intenso desgaste emocional e psicológico, por provocar o medo de ser pego em flagrante. Diante de tanta pressão, é normal que a pessoa se sinta deprimida ou culpada após o furto.

Cleptomania: o que há por trás do ato de furtar?

Estudos apontam que fatores biológicos desempenham um papel na cleptomania. O transtorno estaria relacionado a rotas neurotransmissoras associadas a adições comportamentais, que incluem aquelas que estão associadas aos sistemas serotoninérgicos, dopaminérgicos e opioides.

A cleptomania é três vezes mais frequente em mulheres do que em homens e normalmente se inicia na adolescência (embora possa se iniciar em todas as faixas etárias, desde a infância até a terceira idade).

Como tratar a cleptomania?

O tratamento indicado para um cleptomaníaco é multidisciplinar, incluindo acompanhamento psiquiátrico e psicológico. Ele se faz absolutamente necessário, já que o transtorno poder causar inúmeras dificuldades legais, familiares, profissionais e pessoais, contribuindo significativamente a inúmeros prejuízos na vida dessa pessoa.

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Maitê Hammoud
maitehammoud@hotmail.com